domingo, 25 de outubro de 2009


Poucos pararam e refletiram comigo aquela frase que tanto me causa incomodo.

É muito fácil concordar com a mesma ou até se vender por explicações que nos são dadas, mas eu afirmo à quem puder ouvir que nenhuma explicação me convencera até então.

Certamente alguns amigos já saibam de que frase falo e talvez não acreditem que é sobre ela que ecrevo agora, mas é que HOJE acredito que tenha conseguido mais um argumento para sustentar minha posição.

O não-sei-por-que famoso "Penso, logo existo." poderia ser substituído por um pensar doente que não traz um viver, pensar esse definido por
Caeiro que pode ter tentado não pensar, mas mesmo pensando não chegou a existir de fato. Parece tão real quanto a ideia que algumas pessoas possam ter do que é existir ou até do que é PENSAR.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ô Vida!


A gente aprende a falar bonito, fala, aconselha... mas NÃO põe em prática. Esse não por em prática acontece porque a gente tem muita coisa na cabeça, valores, impedimentos pessoais e até mesmo uma cabeça que não para de pensar e de pesar os prós, os contras, as invenções e também o(s) “se(s)” da vida.
Do nada pessoas especiais (demais) entram em nossas vidas e a gente se pergunta: “E agora?”.
Talvez a pergunta não seja necessária, mas nós sempre nos cobraremos uma perfeição ou até mesmo uma dedicação sem limites aos outros. Não pelo medo de magoá-los , como dizemos, mas sabemos que se magoarmos outra pessoa, estaremos no fundo nos magoando e decepcionando.
A gente fantasia, mas na hora de pular na festa do carnaval que esperamos há um tempo... a gente se segura... não pula, mas continua com a fantasia. Fantasia que esconde e não permite que percebam o quão belas são nossas intenções.
Quando alguém percebe o que há atrás de uma bela fantasia, se encanta ainda mais e esse sim... é aquele que teve uma coragem que outros não tiveram e como me disseram... merece ao menos atenção.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Um Balanço


A palavra balanço me veio primeiramente porque estamos na última semana do ano e parece bem interessante fazermos um BALANÇO de tudo que aconteceu esse ano. De uma forma contraditória talvez, me veio a palavra balanço como aqueles nos quais sentíamos a brisa tocar nossa pele e enxergamos o mundo de um lugar mais alto.
Parece que nossa vida é sim, um balanço. A gente começa sem nem saber o que fazer, por vezes sentimos que o “correto” é irmos para frente, mas na maioria das vezes precisamos de um empurrão para buscar lugares mais altos.
Durante um ano muita coisa pode acontecer. Pessoas passam por nossas vidas. Nos lembraremos de algumas que nos fizeram sofrer e sorrir. Não penso que meu sofrimento se resuma ao outro, pois NINGUÉM é tão superior o bastante para ter o dom de fazer o outro sofrer. Acredito que se sofremos e porque permitimos de alguma forma que isso acontecesse. Às vezes nos expomos muito, abrimos nosso coração e arriscamos (esse tipo de sofrimento é válido). No fim temos a certeza de que TENTAMOS.
Outros dias nós simplesmente omitimos o que sentimos e o que realmente somos e isso sim faz sofrer de maneira desnecessária. Talvez a pessoa que está escondida seja muito melhor do que a pessoa que aparece.
A gente sofre, a gente ri, a gente chora... Nós: sofremos, rimos, choramos. Chegamos ao fim de mais um ano e início de outro. Essa marcação temporal não tem grande valia, mas nós (seres HUMANOS) precisamos ter a “desculpa” de tentar, recomeçar e fazer tudo novo. Conservar bons, procurar melhores. Quem sabe vamos errar por mais uns dias e depois como dizem por aí: ano novo, vida nova né?! Que esse ano “novo”, vida “nova”... traga muita coisa boa porque a gente erra muito, aprende demais e é recompensado em dobro!

P.S: Obrigada pelos empurrões!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sentir-se professor





Para muitas pessoas que você perguntar o que é ser professor... eles podem responder-lhe com citações bonitas ou até mesmo com traumas causados pelos mais diferentes tipos de queridos alunos.
Eu, em minha pouca experiência de vida como professora, posso dizer que o que já senti até hoje vai muito além de qualquer trauma ou de qualquer frase feita e bonita. Diria que momentos LINDOS foram vividos e lições eternas aprendidas.
Torço de coração para que muitas pessoas (já que para todas pode ser mesmo difícil) tenham no mínimo 2 dias de dedicação a um trabalho que realmente amem. No primeiro dia teriam os mais simples e inesquecíveis momentos e no segundo os transformariam em lembrança, uma recordação boa que vale por toda a vida.
Me sinto realmente com sorte quando penso que consigo ver momentos maravilhosos em coisas banais para outras pessoas. Mesmo quando a tormenta parece inevitável e nos acorda a cada dia.
Meus alunos (e isso não é um elogio falso) são pessoas que até hoje fizeram com que eu me sentisse importante. São pessoas para as quais eu tenho vontade de ir trabalhar mesmo que seja um dia de chuva ou que eu esteja “gripando” (às vezes dá um preguiça sim, mas sempre VOU). Foi com alguns que eu pude me livrar de angústias, problemas mesmo sem que eles soubessem que eu não me sentia bem. Foram sim válvulas de escape. Foram anjos.
Por vezes me confidenciam coisas que sei que nem aos pais têm a coragem de dizer. Sei que a confiança que me têm não é algo que um dinheiro qualquer pague, aliás... qualquer dinheiro que seja NÃO PAGA.
Sinto a cada dia que talvez a profissão que escolhi e para qual estudo, talvez não precise de estudos tão grandiosos... talvez seja algo que nasce com a gente e que se Deus quiser também irá embora conosco. É fácil perceber que os outros não valorizam nem um por cento do que fazemos, mas se um dia...UM DIA sequer um aluno lhe agradecer, ou ao menos se lembrar de aulas marcantes (mesmo que não tenham tido nada de especial), se te elogiarem de maneira boba e errada (não há elogios errados... até verbos mal empregados ficam belos diante de um elogio), bom... se um dia alguma dessas coisas acontecer com você e forem reais, você certamente vai compreender um pouco do que estou tentando dizer.
Tive certamente professores que me marcaram. Hoje não os copio, porém quero também que possam se lembrar de mim com o mesmo carinho. É perturbador, mas a gente ensina muito mais do que uma língua, do que páginas... nós INFLUENCIAMOS pessoas, isso assusta, isso leva a loucura, fascina, interessa e encanta.Acredito que poucos saibam, mas eu passei por alguns aniversários durante minha vida (óbvio), mas um que me lembro muito foi o aniversário mais verdadeiro que tive com alunos. Eles chegaram à sala com UM pedaço de bolo e o colocaram sobre minha mesa, a idéia é que eu levasse para o intervalo e comesse sozinha, mas eu dividi esse UM pedaço com eles que cantaram até parabéns (risos); certamente poucas pessoas têm a sensação de ver um simples pedaço de bolo ser tão bem dividido e degustado.Foi mágico esse “aniversário” e desejo que você que aqui se encontra lendo “bobeirinhas” também tenha um dia como esse.
Pessoas podem tirar alunos de professores, podem tentar destruir o que construímos, tentar nos provar quão insignificante o que nós fazemos é... mas se a cada dia que eu entrar em minha sala eu tiver a chance de olhar para um aluno e ver que ele melhorou, que aprendeu algo a mais e sentir toda a gratidão e alegria que pode transmitir num olhar... Se isso continuar acontecendo pode me tirar tudo, já que tive olhos para um dia ver tamanha beleza!!!Sempre agradeço quando termino uma aula pela presença dos meus alunos, cresço ao término de cada hora. Não vou negar que me canso também, mas lidar com o ser humano é algo tão bom, que mesmo que me venham os piores, eu sei que tenho os melhores para me apoiarem. Sejam eles alunos, professores, colegas, amigos... Friends!!!

domingo, 19 de outubro de 2008

Quando lhe beijei pela última vez

Quando lhe beijei pela última vez
(e sabia que era a última)
Me lembrei de quantas vezes,
Dedicou-me seu amor
Lembrei de surpresas
Boas risadas,
Família reunida
E você conosco.
Depois de tantas demonstrações
Não sei ao certo
Como você se foi
Sei que foi sem nem ao menos me dizer adeus
Foi sem pedir permissão
Sem falar nada.
Talvez aí esteja o amor
Ser livre para ir quando quiser
Chegar quando menos esperarmos
E tornar-se inesquecível por toda uma vida!

domingo, 12 de outubro de 2008

Truth


Abrimos nossos corações
Por vezes não são coisas belas que saem dele
A verdade pode doer
Palavras machucam
E a gente?
Ah... a gente segue...
Segue adiando conversas
Atrasando nossas tristezas
Mas um dia chega SIM.
Sem ser pessimista
(longe de mim).
Quero só sentir
Sentir que não é em vão
E que essa tristeza que um dia chega
Ah... que ela não chegue NÃO!

domingo, 31 de agosto de 2008


Acredite
A gente mal aprende e erra novamente
Quando comecei a escrever também foi assim
Trocava várias consoantes,
Hoje vejo que escrevemos mais
Mais e melhor?!
Não... A qualidade não vem com a quantidade
Vejo que ambas são mãos que se separaram.
Bom mesmo é fazer de pouco, muito!
Dizer sem ao menos proferir uma palavra
Às vezes sinto que olhos me contaram coisas,
depois percebo
Que coisas falsas também me foram ditas.
Ah! Chega de olhar
Talvez... deixemos de ver o passado
E provavelmente há mais mãos que se separaram
Até mais do que a qualidade e a quantidade
Busquei... sentir e viver
Preferiram por mim...
Preferiram arriscar e PERDER.